Jornal da Celos (edição 111 e 131)
Um desafio inerente a qualquer veículo de comunicação institucional é o de encontrar as abordagens mais adequadas às características do público e às prioridades de gestão da entidade, orientadas por um planejamento estratégico. A humanização do trabalho de reportagem pode potencializar os jornais institucionais, tornando-os mais interessantes para o leitor, e portanto mais eficazes para a circulação da informação.
No caso especifico do trabalho que a Quorum Comunicação desenvolve para os Fundos de Pensão, identificamos na humanização da cobertura uma alternativa para combinar a política de comunicação a prioridades políticas, como a promoção da qualidade de vida para os aposentados (neste casos os participantes no Fundo de Pensão), e a objetivos administrativos, como a satisfação dos clientes.
Jornal Fusesc Informa (edição 137 e 136)
A humanização da reportagem é técnica derivada das aproximações entre o jornalismo e a literatura. A valorização do ponto de vista dos diversos personagens, a descrição dos cenários, a polifonia das vozes, a personalidade do narrador são características da literatura realista que influenciaram a reportagem (WOLFE, 2005).
Repórteres, em seu saber empírico, destacam o impacto causado por relatos de acontecimentos focados nos cidadãos – o caso clássico é o da cobertura de um comício da campanha das Diretas Já, em 1985, a partir do olhar do pipoqueiro cujo carrinho era cercado pela multidão (DIMENSTEIN; KOTSCHO, 1990).
Na teoria jornalística, a humanização é vista como um reforço no vínculo afetivo entre o leitor e as singularidades que caracterizam o jornalismo como uma forma social de conhecimento – com a ressalva de que mais vale bom jornalismo que má literatura (GENRO FILHO, 1993).






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